#ColunadoTonet – “A humanização na comunicação e nos negócios”

Cachoeira do Sul, · --°C

Em texto publicado na edição desta quinta-feira (23) do Jornal do Comércio,, a presidente da Associação Comercial de Porto Alegre, Suzana Vellinho, defende que, mesmo com o avanço da tecnologia, da inteligência artificial e da automação, o trato humano continua sendo o que sustenta os negócios. Ela lembra que empatia, escuta ativa e sensibilidade nunca foram “tendências”, mas sempre fizeram parte da base das relações comerciais sólidas.

Vellinho afirma que o atendimento humanizado fideliza clientes e fortalece empresas. A mensagem é simples e direta: negócios que tratam as pessoas como pessoas — e não como “públicos-alvo” — criam vínculo, confiança e pertencimento. Humanizar significa resgatar o diálogo, ouvir com atenção, compreender o contexto, reconhecer expectativas e agir de maneira coerente entre o que se promete e o que se entrega.

A autora reforça que as ferramentas digitais podem facilitar processos, ampliar o alcance da comunicação e personalizar mensagens, mas não podem substituir o olhar humano. O desafio está em manter o equilíbrio entre eficiência e sensibilidade, modernização e calor humano.

Essa visão dialoga com um valor tradicional que sempre guiou o comércio local. Em Cachoeira do Sul, por exemplo, o varejo de bairro, as padarias, os armazéns e o atendimento “no balcão” construíram reputações justamente pelo relacionamento com os clientes, sabendo seus nomes, lembrando suas preferências e confiando “na caderneta”. Essa essência, cultivada por gerações, é tratada hoje como inovação, mas sempre foi a base do bom atendimento.

Segundo Suzana Vellinho, os negócios humanizados são mais sustentáveis, pois não dependem apenas de preço ou propaganda. Eles se mantêm pela credibilidade e pelo laço criado com clientes, colaboradores e parceiros.

Em resumo, mesmo com toda a modernização, o que sustenta as empresas é o respeito, a verdade e a humanidade no trato.

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