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Césio 137: 33 anos após acidente radiológico em Goiânia, filme segue sendo referência

Arte&Cultura

Césio 137 – O Pesadelo de Goiânia / Crédito: Reprodução

Césio 137 – O Pesadelo de Goiânia é um filme brasileiro de 1990 idealizado por Roberto Pires, sendo escrito e dirigido pelo mesmo. Após 33 anos do acidente radiológico de Goiânia, a obra segue sendo uma referência sobre o tema.

Crédito: Divulgação

O longa é baseado no acidente radiológico de Goiânia ocorrido em 1987, com depoimentos das vítimas do acidente servindo como base para seu roteiro.

O filme conta com Nelson Xavier, Joana Fomm e Denise Milfont nos papéis principais, além de breves aparições das próprias vitimas do acidente como figurantes.

Em 1987, na cidade de Goiânia, capital de Goiás, dois catadores de lixo adentram num prédio abandonado e descobrem uma pesada peça de chumbo nas ruínas de um antigo hospital. Eles levam a peça para ser vendida num ferro-velho, sem saber que dentro dela há um perigoso material radioativo, o Césio 137. Ela é vendida para Devair, o dono do ferro-velho, um amigo de Vavá, um dos catadores de lixo. Devair e seus ajudantes quebram a peça e liberam a radiação do material, sem tomarem nenhum conhecimento do risco que correm.

Maravilhado pela cor azul e brilhante que o pó do Césio 137 emite à noite, ele resolve mostrá-lo para seus amigos e seu irmão Ivo. Ivo, então, mostra o pó radioativo para sua filha Leide, que brinca inocentemente com o material; a menina mistura o pó do césio em suas mãos e, logo após, vai jantar, contaminando toda a comida. Poucas horas depois, naquela noite, Leide, já contaminada, sofre os efeitos nocivos da radiação causada pelo pó do césio, com sua saúde piorando cada vez mais.

Devair e seus ajudantes também passam mal, assim como os catadores de sucata, além de Maria Gabriela, esposa de Devair, a esposa de Ivo e todas as outras pessoas ao seu redor. O vizinho de Devair, que havia levado um pouco do material para sua casa após Devair lhe mostrar, joga o pó em seu vaso sanitário e dá a descarga, já que para ele aquele pó não era útil, contaminando assim o esgoto, a água e, consequentemente, mais pessoas do bairro.

A esposa de Ivo resolve levar a peça a um médico, já que ela estava preocupada com o aparecimento dos mesmo sintomas em várias pessoas depois da chegada da peça. O médico logo desconfia que aquilo se tratava de material radioativo. Maria Gabriela, inadvertidamente, acaba contaminando as pessoas em um ônibus lotado em que levava o césio; o médico então comunica a Comissão Nacional de Energia Nuclear sobre o ocorrido.

Posteriormente, a Rua 57 do bairro acaba sendo interditada para a detecção e retirada de todos os materiais radioativos; os moradores com sintomas da radiação são desalojados de suas casas e os animais do local acabam sendo sacrificados. O filme se encerra com uma locução informando que dias depois as primeiras vítimas da contaminação vieram a falecer, incluindo a pobre garotinha Leide, então com apenas seis anos de idade.

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