“Cenário de guerra”: vereadores denunciam estragos da Corsan em ruas de Cachoeira do Sul

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Redação/Portal OCorreio

A sessão da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul nesta segunda-feira (3) foi marcada por fortes críticas à Corsan. O vereador Gilmar Dutra (Republicanos) utilizou o grande expediente para denunciar o que chamou de “cenário de guerra” nas ruas do Bairro Bom Retiro, após intervenções da companhia. Segundo ele, os estragos deixados pelas obras de esgoto têm causado transtornos diários aos moradores.

“Era incrível, nunca tinha visto daquele jeito. Parecia um cenário de guerra. Não se podia transitar de carro ou de moto. Uma terra vermelha, cheia de buracos, um lamaçal. O morador sai de casa e se depara com isso. A Corsan presta o serviço e entrega a rua destruída”, desabafou Dutra.

Crédito:Reprodução

O parlamentar destacou que as vias, antes em boas condições, foram danificadas após a passagem das equipes da Corsan. “As ruas já estavam patroladas, com chão batido. A Corsan faz o serviço e entrega destruído. E quem paga a conta é o Executivo, porque a cobrança cai no colo da Prefeitura”, afirmou. Dutra defendeu a criação de um projeto de lei que obrigue a Corsan a recompor as vias após qualquer intervenção.

Apoio e indignação

O vereador Felipe Faller (Republicanos) reforçou a denúncia e afirmou ter recebido vídeos de moradores mostrando carros atolados e trabalhadores enfrentando o barro para sair de casa.

“O serviço no Bom Retiro é uma vergonha. Choveu e virou um lamaçal. Vi gente saindo com sacolinha no pé pra poder ir trabalhar. Crianças chegando sujas nas escolas. A Corsan cobra caro pelo esgoto, mas entrega um serviço de péssima qualidade”, disse Faller, que se colocou à disposição para apoiar a proposta de lei sugerida por Dutra.

Crédito:Reprodução

Privatização em debate

O vereador Ryan Rosa (PT) trouxe à discussão o tema da privatização da Corsan, afirmando que a qualidade do serviço piorou desde que a empresa deixou de ser pública.

“Fizemos um plebiscito e o povo disse que não queria vender a Corsan. Mesmo assim, venderam. E o resultado está aí: piorou. Antes, bastava uma ligação e o problema era resolvido. Hoje, ninguém atende”, criticou Ryan.

Cobrança ao Executivo

Gilmar Dutra encerrou sua fala pedindo ação firme do prefeito Leandro Balardin (PSDB). “Se for preciso multar, que multe. O Executivo tem que partir pra cima. Não dá pra deixar as pessoas desassistidas só porque moram em ruas sem calçamento. São cidadãos e merecem dignidade”, concluiu.

Os parlamentares devem discutir, nas próximas sessões, a viabilidade jurídica de um projeto de lei que obrigue a Corsan a restaurar as vias danificadas no prazo máximo de 15 dias após as obras — modelo semelhante ao já existente para reparos em asfaltos.

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