Câmara: projeto de criação do Canal de Denúncias de Racismo no Ambiente Escolar entra na Ordem do Dia

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Um dos destaques da sessão da Câmara de Vereadores prevista para a tarde de segunda-feira (4) é o projeto de lei que propõe a criação do Canal Municipal de Denúncias de Racismo no Ambiente Escolar, voltado à rede pública municipal de ensino. A matéria é de autoria do vereador Ryan dos Santos Rosa (PT).

Conforme o texto, a proposta estabelece diretrizes para a implementação de mecanismos de recebimento de denúncias envolvendo práticas de racismo dentro das escolas municipais. O objetivo é fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à discriminação no ambiente educacional.

O projeto define como racismo toda conduta discriminatória em razão de raça, cor, etnia ou origem. Também reconhece o chamado racismo institucional, caracterizado por práticas, ações ou omissões dentro das instituições que resultem em tratamento desigual ou prejuízo por motivo racial ou étnico.

Entre as diretrizes previstas estão a promoção de um ambiente escolar seguro, inclusivo e livre de discriminação, o acolhimento às vítimas, o incentivo à cultura de paz e respeito à diversidade, além da prevenção e combate ao racismo no espaço escolar.

Pela proposta, o canal poderá receber denúncias identificadas ou anônimas, desde que sujeitas à verificação preliminar. Também deverão ser observados critérios como sigilo das informações, proteção contra retaliações, respeito à dignidade das vítimas e uso de linguagem acessível e inclusiva.

O texto prevê ainda que os casos recebidos poderão ser encaminhados a órgãos competentes, conforme a natureza de cada situação. Entre eles estão a Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Tutelar, o Ministério Público e demais instituições previstas em lei.

Outro ponto do projeto autoriza o Poder Público Municipal a promover campanhas educativas, ações de conscientização e medidas preventivas contra o racismo no ambiente escolar.

A implementação e regulamentação das medidas ficariam sob responsabilidade do Poder Executivo, observando as normas vigentes, inclusive relacionadas à proteção de dados pessoais.

Na justificativa apresentada junto ao projeto, o autor afirma que a iniciativa busca contribuir para a construção de escolas mais seguras, inclusivas e respeitosas, em conformidade com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade.

O vereador também sustenta que a proposta foi estruturada dentro dos limites da iniciativa parlamentar, sem interferir na organização administrativa do Executivo ou em atribuições específicas de órgãos municipais.

Agora, o projeto deverá tramitar nas comissões permanentes da Câmara antes de seguir para apreciação e votação em plenário.

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