VERÃO 2025/2026 | Estação começa com maior umidade, mas tende a registrar redução das precipitações ao longo dos primeiros meses no Rio Grande do Sul / Foto: Fernando Dias/Seapi
O verão no Hemisfério Sul tem início oficial neste domingo (21), às 12h03min (horário de Brasília), e segue até 20 de março de 2026, às 7h46min. Para o Rio Grande do Sul, a expectativa é de um período marcado por temperaturas elevadas e volumes de chuva abaixo da média em parte da estação.
De acordo com o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone, o começo do verão será diferente do comportamento esperado para os meses seguintes. “O verão vai começar bastante úmido no final de dezembro, com muita nebulosidade e pancadas de chuva em boa parte do Rio Grande do Sul”, explica. A partir de janeiro e fevereiro, no entanto, a tendência é de redução das precipitações.
As chuvas de dezembro devem trazer efeitos distintos conforme a região e o estágio das lavouras. Segundo Varone, enquanto algumas áreas em início de plantio da safra de verão podem ser beneficiadas, outras, onde os trabalhos já avançaram, podem enfrentar dificuldades pontuais. Em contrapartida, o meteorologista destaca que os reservatórios devem alcançar níveis satisfatórios em todo o Estado.
Para janeiro, a previsão indica chuvas regulares, sem indicativo de falta significativa de umidade. “Mesmo com temperaturas elevadas, com máximas acima dos 30 graus praticamente todos os dias, não devemos ter grandes perdas”, afirma Varone.
Ele ressalta que o aumento da evaporação e da evapotranspiração das plantas é típico do período, mas o balanço entre chuva e perda de água tende a ser favorável. “Mesmo com volumes abaixo da média, a distribuição deve ser relativamente boa, o que favorece a safra de verão”, avalia.
O mês de fevereiro deve concentrar os principais desafios do verão. A previsão aponta para um período mais seco em todo o Estado, com chuvas mais espaçadas. “A temperatura deve seguir próxima da normalidade, mas a evaporação e a evapotranspiração aumentam, o que pode prejudicar algumas regiões”, alerta Varone.
Outro fator de preocupação são os intervalos sem chuva, que podem chegar a 15 ou até 20 dias. Esse cenário tende a afetar especialmente culturas como a soja, que demandam maior disponibilidade de água nessa fase do desenvolvimento.
No encerramento do verão, a tendência é de mudança no padrão climático. Segundo Varone, o retorno de chuvas mais expressivas é esperado a partir do final de fevereiro, com maior regularidade ao longo de março, contribuindo para a recomposição da umidade do solo.
Em relação às temperaturas, o verão 2025/2026 deve manter marcas elevadas, com valores acima dos 30 graus ao longo da maior parte da estação. Não são previstas ondas de calor prolongadas, com vários dias consecutivos próximos dos 40 graus. “Pode ocorrer de, em dois ou três dias, as temperaturas se aproximarem dos 40 graus, mas isso não será a regra. O mais comum será o calor constante acima dos 30”, conclui o meteorologista.
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