Cachoeira do Sul está na Expoagro 2024

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Cachoeira do Sul está na Expoagro 2024
RURAL
19 de março de 2024 - Crédito: Ass. Com.

A Prefeitura de Cachoeira do Sul, através das secretarias da Agricultura e Pecuária (SMAP) e de Turismo, Esporte e Lazer (SMTEL), estão presentes na Expoagro Afubra. O evento teve iníci nesta terça-feira (19) e segue até sexta-feira (22), em Rincão Del Rey, Rio Pardo.

O stand dispõe de um espaço dedicado à recepção de visitantes e representantes, onde agroindústrias familiares, empresas e parceiros das secretarias poderão expor e oferecer degustações de seus produtos e serviços.

A Expoagro Afubra é uma feira voltada para novas tecnologias em prol do desenvolvimento do homem do campo, com propostas e alternativas tecnológicas, sempre procurando o aumento da produtividade e a diversificação dentro das propriedades rurais, além de disponibilizar uma gama de produtos também para as famílias da zona urbana.

Como foi a abertura

Foi dada a largada para mais uma Expoagro Afubra. A abertura oficial da 22ª edição ocorreu pela terça-feira, com a presença do vice-governador Gabriel Souza, de autoridades federais e estaduais, prefeitos e representantes de entidades e instituições. A programação da feira agropecuária engloba debates, palestras, explanações, demonstrações e dinâmicas envolvendo especialistas e lideranças ligadas a diversos setores do agro. São mais de 500 expositores em 35 hectares de parque, onde o visitante encontra as mais diversas sugestões de inovações e tecnologias para atividades rurais.

Presidente da Afubra, Marcilio Drescher / Crédito: Bruno Pedry

Presidente da Afubra, Marcilio Drescher / Crédito: Bruno Pedry

Ao fazer a saudação inicial, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Laurindo Drescher, disse que a feira é uma escola a céu aberto, onde os visitantes que por aqui passam trazem um pouco do seu legado e levam consigo o que aprendem para melhorar sua produção e facilitar sua atividade. “O agro, por si, anda com as próprias pernas. Mas o alto risco e as incertezas dependem de políticas públicas de apoio aos pequenos agricultores, que são mais vulneráveis e propensos às necessidades de apoio”, comentou.

Dirigindo-se aos representantes das instituições políticas, Drescher disse que o programa de irrigação deve acontecer na prática e incluir os agricultores familiares e produtores de tabaco. “Embora a produção seja dependente do clima, o produtor precisa de ações que proporcionem mais certeza e segurança”, falou. “Esperamos que a Expoagro Afubra seja uma pequena parte dessas ações e que o ajude a resistir e continuar a produzir”, completou. “Precisamos entender que o produtor precisa de vida digna, pois ele nos proporciona o alimento de todos os dias”, acrescentou. Sobre a organização da Expoagro Afubra, Drescher disse que é uma união de esforços de governos, entidades, organizações, empresas e agricultores, que resulta num evento atrativo e produtivo no sentido de inovar, produzir mais e de forma mais fácil. “A Afubra se orgulha de liderar esta feira, pois acredita que está cumprindo parte do seu dever”, salientou.

Vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza / Crédito: Bruno Pedry

Vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza / Crédito: Bruno Pedry

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, mencionou a importância do setor do tabaco para o Rio Grande do Sul, que é o estado que produz a metade da produção nacional e que é para nós do RS, a terceira cultura mais exportada. “Nós, que somos um estado exportador, temos no tabaco a terceira cultura que mais é comprada pelos outros países”, frisou. “E no campo, a cultura envolve 70 mil produtores, gerando renda para essas famílias”, completou.

Sobre o futuro do agronegócio na cultura familiar gaúcha, Gabriel Souza disse que depende de tecnologia e inovação. Outro tema abordado em seu discurso foi a irrigação, dizendo que está em andamento a discussão sobre a lei estadual para captação e armazenamento de água nas pequenas propriedades. “O governo gaúcho quer também a possibilidade de armazenamento de água dentro das APPs (Áreas de Preservação Permanente). Defendemos que há espaço para a proteção ambiental junto com a produção de alimentos”, anunciou.

Em seu pronunciamento, o prefeito de Rio Pardo, Rogério Monteiro, classificou a Expoagro Afubra como dinâmica, pujante e surpreendente, dizendo que é uma feira que reúne visionários e representa um acontecimento para o município de Rio Pardo. “Nesta edição, quem vir aqui vai ver inovação, que é muito mais do que modernizar, é transformar vidas”, falou. “Associamos a inovação às novas tecnologias, mas é preciso entender que essa palavra traz consigo mensagens e oportunidades muito mais abrangentes, pode estar em uma política pública, em um jeito original de resolver um problema”, acrescentou. “Inovar, sabendo no que se acredita e o que se busca, muda o jogo, pois cada vez mais as pessoas valorizam e querem sentir verdade nas ações e nas realizações”, salientou. “E a Expoagro transcende o tempo e leva desenvolvimento e prosperidade para o município, estado e nosso Brasil”, finalizou.

O deputado federal Heitor Schuch, representando a Câmara dos Deputados, disse que que a Afubra é desenvolvimento, inovação e defesa do produtor. “Sou de uma geração em que se amarrava as folhas de fumo com vara para colocar na estufa e hoje se fala em biomassa, gás metano, etanol, combustíveis renováveis”, disse, explicando a importância das inovações. “Que bom que tivemos pesquisa e desenvolvimento tecnológico”, acrescentou, lembrando as perspectivas da inovação tecnológica para o agro do futuro. O parlamentar lembrou ainda que a agricultura familiar precisa de política pública para estar inserida no cenário da inovação. “Se o Brasil não quiser ter fome, precisa olhar para a agricultura familiar com o mesmo carinho que se olha para o filho da gente”, finalizou.

Representando a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, o deputado estadual Edivilson Brum, lembrou que a Expoagro Afubra é a maior feira para o pequeno produtor na América Latina e que é realizada na regão produtora de tabaco, área que desempenha um papel fundamental para a magnitude do RS. “Os números falam por si só, o RS mantém sua posição como maior produtor de tabaco do Brasil, com produção de mais de 290 mil toneladas, gerando mais de R$ 5,25 bilhões em faturamento na produção”, salientou. “É essencial ressaltar o impacto econômico que o setor do tabaco tem, com milhares de empregos gerados não apenas nas áreas rurais, mas também relacionados com processamento, transporte e comercialização”, acrescentou, lembrando que, além disso, os produtores e tabaco são diversificados, produzindo grãos e hortifrutigranjeiros.

Por sua vez, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, falou que todos envolvidos na produção no campo têm grande importância para o Brasil. “Estamos aqui para trazer uma palavra de incentivo e apoio a todos os homens e mulheres da agricultura familiar, da agricultura empresarial e do campo agrícola gaúcho”, disse. Sobre o plano safra, ele disse que há mobilizando do governo federal para que o plano safra atualmente em elaboração seja mais potente do que o de 2023. “Que não falte crédito, que possamos ofertar juros menores, que a agricultura continue impulsionando a economia do nosso país”, acrescentou. “Temos um olhar atencioso à produção de alimentos. Em 2023 tivemos a maior safra de grãos dos últimos tempos, no entanto, foi a menor área planta de arroz e feijão”, salientou, ressaltando a importância das tecnologias avançadas e inovações no campo. Sobre o setor do tabaco, Pretto disse: “Os fumicultores dessa região são responsáveis por fazer do Brasil o maior exportador mundial de tabaco e isso é importante para o governo federal”, afirmou.

O secretário de Nacional de Abastecimento e Cooperativismo do MDA, Milton Fornazieri, disse ter observado que a feira é voltada à produção de alimentos. “O governo federal está cada vez mais junto da agricultura familiar e convocar a todos para que produzam mais alimentos, para superar a fome que ainda impera no nosso Brasil, pois ainda existem mais de 20 milhões que não têm comida suficiente”, relatou. “Ao olhar feira, a gente vê que não são somente máquinas e implementos, vemos também resultados e a presença das agroindústrias familiares”, acrescentou. Sobre o tabaco, ele disse que, mesmo que muitos critiquem, há resultados positivos. “Quem produz tabaco, tem condições de também produzir comida e o MDA está junto no fortalecimento da agricultura familiar neste estado”, completou.

Confira a solenidade de abertura:

 


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