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quinta-feira, 28 janeiro, 2021 - 00:15
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Cachoeira: Coordenadoria da Saúde é a primeira a aderir ao Cuidar+ RS

Crédito: SES

Pacientes com doenças respiratórias crônicas que recebem medicamentos nas Farmácia do Estado estão no foco da busca ativa do Telecuidado Farmacêutico, uma ação do Programa Cuidar+ RS, iniciativa da Coordenação de Assistência Farmacêutica (Cpaf) da Secretaria da Saúde do Estado (SES). O objetivo do programa é garantir a continuidade do tratamento com medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma integral e continuada, durante a pandemia do coronavírus.

Conforme a coordenadora do Programa Cuidar+ RS, Agnes Nogueira Gossenheimer, “foi um desafio construir esse serviço durante a pandemia, mas tendo em vista a necessidade de acompanhar as pessoas que são grupo de risco nesse momento crítico, estruturamos um modelo baseado nas necessidades das pessoas com doenças respiratórias crônicas”. Ela explica que “para a implementação do programa é necessário o envolvimento de todos as partes, como o apoio da assistência farmacêutica das Coordenadorias Regionais de Saúde, das secretarias municipais de saúde e dos farmacêuticos que atuam na rede pública”.

A primeira adesão ao Cuidar + RS foi da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Cachoeira do Sul. Até agora, 9 profissionais sendo 7 farmacêuticos dos municípios de Caçapava do Sul, Estrela Velha, Lagoa Bonita do Sul e Passa Sete; e 2 farmacêuticos que fazem parte da 8ª regional, já receberam capacitações para a atuação no programa. Em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESP/RS), a proposta é a realização de capacitações em municípios de todas as regiões do Rio Grande do Sul. A capacitação é totalmente à distância e utiliza metodologias ativas de ensino aprendizagem. “Foram realizadas simulações e atendimentos reais, com supervisão”, explica a coordenadora Agnes. Segundo ela, “os farmacêuticos dos municípios continuarão recebendo apoio técnico por meio de mentoria”.

Agnes afirma que um dos grandes problemas da assistência farmacêutica é a falta adesão ao tratamento. “Muitas pessoas têm acesso ao medicamento, mas mesmo assim não o administram por diversas razões. A literatura científica nos mostra que aproximadamente 50% dos usuários administram 80% das doses de medicamentos prescritos e mais da metade deles interrompe o seu tratamento em menos de um ano”, lamenta. A coordenadora diz que “aqueles que seguem o tratamento, nem sempre administram os medicamentos conforme o que foi prescrito”.

A farmacêutica da 8ª CRS, Viviane Durigon, considera que “o Cuidar+ é um grande passo para a reorientação da assistência farmacêutica no nosso estado, mudando o olhar da logística do medicamento para a pessoa que está sendo atendida no SUS”. Viviane conta que “estamos no início do projeto na 8ª CRS, mas com os dados iniciais já podemos perceber o quanto o cuidado farmacêutico é necessário e quanto pode impactar de forma positiva na saúde das pessoas e para o sistema de saúde. Por isso é muito importante os gestores estarem sensibilizados para implementação desta prática”. Ela enfatiza que “as coordenadorias têm um papel muito importante neste sentido, além de atuar na articulação e prestar o apoio técnico aos profissionais”.

A farmacêutica Ivana Dotto, de Lagoa Bonita do Sul, um dos quatro municípios integrados ao programa – diz que “o projeto Cuidar + veio para fazer a diferença na vida das pessoas, traz uma forma de aproximar o paciente mesmo em tempos de distanciamento social! O projeto fortalece a nossa profissão inserindo o farmacêutico com a peça chave no cuidado”.

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