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quinta-feira, 1 outubro, 2020 - 00:21
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Buscas a desaparecido no Rio Jacuí chegam ao 9º dia em meio a dificuldades

Buscas no Rio Jacuí: elevação do nível das águas, correnteza e baixa temperatura dificultam trabalho do Corpo de Bombeiros / Fotos: Divulgação

O trabalho de buscas ao pescador Alexsander Peixoto Trindade, 34 anos – desaparecido desde quinta-feira da semana passada, dia 9, no Rio Jacuí em Cachoeira do Sul – chegaram ao 9º dia nesta sexta-feira (17) em meio a dificuldades. Devido ao nível elevado da água e à intensidade da correnteza, homens do Corpo de Bombeiros que atuam nas buscas ampliaram a área de procura ao homem, que pescava no rio na companhia do irmão, Maximiliano Peixoto Trindade, quando o barco em que estavam virou na região da Aldeia. Max conseguiu escapar e foi salvo, mas Alexsander, que é morador do Bairro Quinta da Boa Vista, não teve a mesma sorte.

Quanto mais o tempo passa, maior vai ficando a sensação de incerteza por parte dos familiares. O motorista Deivid Vagner Garcia, 31 anos, irmão de Alexsander, vem acompanhando o trabalho das equipes. “Venho acompanhando as buscas há uns cinco dias.Meu irmão está há nove dias desaparecido. Não lembro disso ter acontecido antes aqui em Cachoeira”, lamenta o irmão.

Ele se diz preocupado com a diminuição de efetivo de buscas e teme que isso possa representar maior demora para localizar o corpo do irmão. “Não estou criticando o trabalho de quem está atuando nas buscas. Sei do esforço de todos. Mas a gente fica preocupado, queremos ajudar, mas estamos de mãos amarradas. São nove dias”, desabafa Deivid.

O sargento Marcelo Machado, do Corpo de Bombeiros de Cachoeira do Sul, explica que, além da cheia e da correnteza, o frio é outro fator que prejudica o trabalho de buscas. A baixa temperatura da água retarda uma eventual subida do corpo para a superfície. Segundo o sargento Machado, não há dificuldades logísticas por parte do Corpo de Bombeiros, mas fatores naturais que acabam atrapalhando o pente-fino da equipe no Rio Jacuí. “Como não há uma área determinada e o corpo deve estar circulando pelo rio, as buscas têm de ser superficiais”, salienta o sargento. “O trabalho está mantido e prossegue sem previsão de ser interrompido”, frisa o sargento Machado.

O trabalho de buscas do Corpo de Bombeiros de Cachoeira do Sul chegou a contar com equipes da Marinha, da Companhia Especial de Busca e Salvamento (CEBS) do Corpo de Bombeiros do RS e de militares embarcados do 3º Batalhão de Engenharia de Combate. Nesta sexta-feira, uma dupla do Corpo de Bombeiros de Cachoeira do Sul dá continuidade às buscas superficiais entre a região da Aldeia e pontos abaixo do balneário Capão Grande.

Alexsander Trindade: desaparecido / Foto: Divulgação
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