Brigada Militar usa algoritmos para ampliar atendimento da Patrulha Maria da Penha

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A Brigada Militar passou a utilizar uma ferramenta baseada em algoritmos para otimizar o atendimento da Patrulha Maria da Penha e ampliar a cobertura às vítimas de violência doméstica no Rio Grande do Sul. O sistema também indica situações consideradas de maior risco e define rotas mais eficientes para as equipes.

A funcionalidade integra o Sistema de Planejamento e Estatística, implementado em julho de 2025, que reúne dados operacionais em tempo real e permite uma gestão mais ágil das ações policiais. A tecnologia também passou a ser utilizada pelas Patrulhas Escolares durante visitas às instituições de ensino.

Segundo o comandante-geral da Brigada Militar, Luigi Gustavo Soares Pereira, o objetivo é ampliar a área de atuação das equipes. “O grande objetivo da roteirização é ampliar a área de cobertura das nossas patrulhas. Temos como característica de todo o efetivo da Brigada Militar a capacidade de atender a qualquer ocorrência. Muito mais do que termos uma patrulha específica para cada atividade, trabalhamos na capacitação e, principalmente, na disponibilização de qualquer equipe para atuar nas atividades da Maria da Penha e na atividade escolar. A roteirização dessas patrulhas traz maior profundidade e um número maior de atendimentos”, afirmou.

O coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, Cristiano Moraes, destacou que o sistema organiza automaticamente os deslocamentos e prioriza as demandas mais urgentes. “A criação da roteirização, tanto para as Patrulhas Escolares quanto para a Patrulha Maria da Penha, tem como principal objetivo o aperfeiçoamento do serviço prestado. A funcionalidade, além de gerar automaticamente trajetos prioritários, permite ao operador selecionar instituições de ensino e vítimas localizadas nas proximidades, por meio de análise geoespacial no mapa, possibilitando sua inclusão em uma mesma rota”, explicou.

Ainda conforme o oficial, a ferramenta reduz o tempo de planejamento das equipes. “Com isso, os policiais militares podem direcionar seus esforços à finalidade do serviço, que consiste na visita e fiscalização nas escolas e no acompanhamento das medidas protetivas de urgência”, completou.

Cada unidade policial pode definir critérios próprios para a criação das rotas, levando em conta características locais, número de alunos nas escolas, informações de inteligência e prioridades regionais. Após a seleção, o algoritmo gera automaticamente o trajeto considerado mais eficiente.

Um dos coordenadores do projeto, o major Ademir Henz, ressaltou os benefícios da iniciativa. “Consequentemente, vai beneficiar tanto as instituições de ensino como todas as vítimas de violência doméstica que estão no processo. Com a roteirização potencializada pelo algoritmo, a BM aumenta o número de atendimentos para cada uma delas e, consequentemente, faz com que as medidas protetivas sejam cumpridas”, destacou.

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