Azeite de Cachoeira é medalha de ouro em concurso realizado na Itália

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Azeite de Cachoeira é medalha de ouro em concurso realizado na Itália
NEGÓCIOS
25 de julho de 2019 - azeite olivas

Considerado o mais antigo e respeitado concurso de azeite do mundo, o L’Orciolo d’Oro, realizado em Pésaro, na Itália, escolheu o azeite Olivas do Sul, de Cachoeira do Sul, como o melhor monovarietal (azeite obtido a partir de apenas uma variedade de azeitona) do Hemisfério Sul.

Primeira competição nascida na Itália, o concurso reuniu três grupos em que as amostras de azeites são classificadas de acordo com a intensidade do fruto. Os azeites foram então classificados em três categorias: Frutado Delicado, Frutado Médio e Frutado Intenso, sendo premiados apenas três azeites por categoria. Os exemplares da Olivas do Sul venceram na categoria Frutado Médio.

Concurso foi realizado na Itália / Foto: Divulgação

As amostras do azeite produzido nos pomares de Cachoeira do Sul foram enviadas para a Itália em maio deste ano, após uma série de testes e comparações com centenas de azeites de outros países, neste mês julho, os juízes divulgaram o resultado onde o monovarietal Coratina da Olivas do Sul ficou com o primeiro lugar, recebendo a medalha de ouro. A terceira posição também ficou com o azeite gaúcho com o Blend Riserva d’Oro, que levou a medalha de bronze.

Autorizado pelo Ministério das Políticas Agrícolas, Alimentares e Florestais da Itália, o L’Orciolo d’Oro também premiou o melhor azeite monovarietal do concurso, dentre todas as categorias, onde foi escolhido o monovarietal Coratina da Olivas do Sul.

Com as primeiras oliveiras plantadas a partir de 2005, a Olivas do Sul é uma das empresas pioneiras na arte de processar azeite extravirgem, no Rio Grande do Sul. O proprietário da empresa e estudioso da olivicultura, Jose Alberto Aued, destaca que o resultado conquistado na Itália, consagra uma trajetória de longos anos da empresa dedicados a pesquisa e conhecimento. “Desde antes da implantação do pomar já investíamos em pesquisa e buscávamos conhecimento em todos segmentos da olivicultura. Não medimos esforços para trazer grandes pesquisadores e profissionais de vários países, em especial da Itália. Isto, associado a capacidade técnica dos profissionais da Olivas do Sul, resultou nesta conquista”, considera.

O L’Orciolo d’Oro, que acontece uma vez por ano, está na sua 21ª edição – Dedicada ao Hemisfério Sul. Na competição, os juízes analisaram os atributos sensoriais como, por exemplo, intensidade de aromas, amargor e picância, além das análises físico/químicas.

Para o engenheiro agrônomo da Olivas do Sul, Emanuel da Costa, a premiação demonstra a capacidade e ascensão do Brasil como produtor de azeite de excelência. “Isso representa que estamos no caminho certo. Empregando muita tecnologia e conhecimento desde a colheita até o processamento para produzir azeite com padrão internacional. Trabalhamos para oferecer um azeite que tenha um equilíbrio total. Um azeite que emociona e encanta quem consome. Enfim, buscamos oferecer um alimento saudável e com altíssima qualidade”, enfatiza.

A Olivas do Sul é responsável pelo primeiro azeite de oliva extravirgem produzido em escala comercial no Brasil, com a distinção de ser o primeiro azeite extravirgem do Brasil a constar no Flos Olei – catálogo que reúne os melhores 500 azeites do mundo.

A premiação recebida na Itália neste mês pela Olivas do Sul soma-se a outras conquistadas ainda neste ano. Como, por exemplo, a medalha de prata para o Blend Riserva d’Oro, no Concurso Internacional de Azeite de Nova Iorque (NYIOOC) e o selo entre os melhores no Selezione Leone D’oro, com os monovarietais Koroneiki e Coratina. “Estas premiações internacionais, em especial estas últimas, são muito significativas para a Olivas do Sul. Precisamos parabenizar toda nossa equipe. Mas os verdadeiros beneficiados são nossos clientes que agora podem desfrutar de produtos com esta qualidade internacional. Sempre acreditamos na olivicultura gaúcha e temos a plena certeza que nossas condições relacionadas a clima e solo nos levarão longe nesta caminhada”, projeta Jose Alberto Aued.

EM TEMPO

Com o know how de quem teve o primeiro azeite extravirgem do Brasil a constar no Flos Olei – catálogo que reúne os melhores 500 azeites do mundo-, a Olivas do Sul colheu na safra deste ano 160 toneladas de azeitonas, numa área de aproximadamente 24 hectares, onde apenas 15 estão já estão em plena produção.