Crédito: OC
Uma espécie de lagoa artificial com acúmulo de água da chuva, esgoto e lixo está preocupando moradores da zona norte de Cachoeira do Sul. O foco do problema está localizado na Avenida Marcelo Gama, nas proximidades da Alarico Ribeiro, onde a situação já se arrasta há semanas sem qualquer ação efetiva de contenção por parte do poder público.
O que começou como simples acúmulo de água das chuvas tornou-se um verdadeiro ponto de risco sanitário. A água parada, misturada ao esgoto visivelmente exposto, exala forte odor e se apresenta como potencial criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ameaça, embora aparentemente atenuada pelas baixas temperaturas do inverno, continua sendo real, especialmente diante do cenário alarmante de casos de dengue que Cachoeira do Sul já registra em 2025.
Moradores dos bairros Santa Helena, Santa Terezinha, Medianeira e Noêmia — todos nas imediações — relatam preocupação com o avanço da “lagoa” e cobram providências urgentes. “A gente não consegue abrir as janelas por causa do cheiro. E com esse esgoto exposto, é questão de tempo até os mosquitos voltarem a aparecer com força. No verão, vai ser insuportável”, desabafa um morador da região.
Além dos riscos à saúde pública, o acúmulo de água e resíduos sólidos já compromete o trânsito no trecho, especialmente em dias de chuva. Pneus, garrafas PET, plásticos e outros resíduos flutuam na superfície da lagoa, evidenciando o descaso com o saneamento e a limpeza urbana no local.
A comunidade também cobra uma atuação conjunta da Secretaria do meio ambiente e da Saúde, diante do potencial risco de proliferação do mosquito da dengue, e da Secretaria de infraestrutura urbana para a drenagem e saneamento do trecho afetado.
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