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O mês de agosto se associa aos maus presságios, eventos negativos que aconteceram no decorrer da história.
É comumente chamado de mês do desgosto porque na época das grandes navegações portuguesas muitas caravelas partiam para o mar com enorme risco de naufrágios.
As futuras esposas dos marinheiros não se casavam neste mês, pois não poderiam desfrutar da lua-de-mel e aumentava a chance de enviuvar precocemente.
Cleópatra teria se matado por uma picada de cobra em 12 de agosto do ano 30 antes da Era Cristã.
A Primeira Guerra Mundial teve início num 1º de agosto de 1914, ceifando 20 milhões de vidas.
Os dois únicos bombardeios atômicos sobre populações civis foram lançados nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, sobre Hiroshima e Nagasaki.
No Brasil, vários infortúnios marcam o mês que homenageia o Imperador Romano Caeser Augustus.
Em 1909 ocorreu o fatídico duelo que vitimou o escritor Euclides da Cunha, autor de Os Sertões, ferido pelo amante de sua esposa Ana.
No dia 5 de agosto de 1954 ocorreu o atentado na Rua Tonelero, contra o jornalista Carlos Lacerda a mando de Gregório Fortunato, episódio que desencadeou uma grave crise política que levou Getúlio Vargas a se suicidar com um tiro no peito 19 dias depois.
Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros enviou sem aviso prévio um bilhete ao Congresso Nacional anunciando sua renúncia, acreditando ingenuamente que não seria aceito.
Entre 27 e 29 agosto de 1964, o Presidente Artur da Costa e Silva sofreu três AVCs, sendo substituído por uma junta militar que impediu o vice civil Pedro Aleixo de assumir, provocando uma crise institucional.
Juscelino Kubitschek morreu em acidente de carro no dia 22 de agosto de 1976, quando seu Opala se chocou contra um caminhão na Via Dutra.
Ao que tudo leva a crer, neste ano o mês de agosto não vai passar despercebido pela história brasileira.
Com o recrudescimento do Judiciário que determinou a prisão domiciliar do ex-Presidente Jair Bolsonaro neste início de mês, devem se acelerar as mudanças na política nacional.
Só não se sabe para onde os ventos vão soprar: se para os lados da ditadura venezuelana ou para a democracia ocidental dos Estados Unidos.
As tarifas impostas por Donald Trump de 50% aos produtos brasileiros, além do cancelamento dos vistos norte-americanos a diversas autoridades e a inclusão do Ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky agravaram o quadro já bastante tenso.
O Presidente Lula só piora a situação, ao insistir com a substituição do dólar como moeda das transações internacionais, com a compra de diesel russo e com o envio de dois oficiais generais das Forças Armadas como adidos de defesa na China.
Faz isso de caso pensando, pois pretende se eleger ano que vem com o discurso da unidade nacional, depois de décadas fomentando a divisão interna da população.
As empresas brasileiras pagam a conta dessa insensatez política, com as ações em queda livre e os juros nas alturas, que terá como consequência a diminuição da produção e o desemprego.
Tudo isso faz parte do plano socialista de Lula, mais dependência estatal e menos iniciativa privada.
É agosto começando, com todo o desgosto.