Acusado de matar casal no Capão do Valo tem júri adiado

Cachoeira do Sul, · --°C

O julgamento de Anderson Leandro de Carvalho Soares, 28 anos, acusado de matar um casal no interior de Candelária, foi adiado e deverá ocorrer no próximo dia 30 de março. A sessão do tribunal do júri no Fórum de Candelária estava marcada para esta sexta-feira (20), mas precisou ser remarcada devido à ausência de uma testemunha considerada importante para o caso.

O adiamento prolonga a espera por uma definição judicial envolvendo as mortes de Tamiris Soares de Melo, de 18 anos, e Tales Júnior Francisco da Silva, de 25, assassinados em janeiro de 2024 na localidade de Rincão da Lagoa, que fica na macrorregião do Capão do Valo, perto da divisa com Cachoeira do Sul.

Familiares das vítimas estiveram no Fórum para acompanhar o julgamento, mas deixaram o local sem a resposta esperada. A mãe de Tamiris, Adriana Soares, relatou frustração com o novo adiamento. “Foi frustrante para todos nós. A nossa família nunca mais vai ser a mesma depois da morte dela”, afirmou a mãe em entrevista ao Portal Gaz.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 21 de janeiro de 2024, na localidade de Rincão da Lagoa. As vítimas teriam sido atraídas até o local pelo acusado, que era ex-companheiro de Tamiris e não aceitava o fim do relacionamento. Ainda segundo o MP, Tamiris e Anderson tinham um filho e o ex-companheiro a chamou até a propriedade do avô para buscar a criança.

Conforme a investigação, o casal chegou ao endereço em um veículo Ford Focus quando foi surpreendido. O assassino, armado com uma espingarda calibre .22, efetuou diversos disparos — três contra a jovem e seis contra o homem —, causando a morte imediata de ambos.

Após o crime, ainda segundo o Ministério Público, o acusado colocou os corpos no carro e os levou até uma área de lavoura na localidade de Capão do Valo, a cerca de dois quilômetros de distância, onde abandonou o veículo e fugiu. Os corpos foram encontrados horas depois por um morador da região.

Anderson Leandro de Carvalho Soares se apresentou à polícia dois dias após o crime e segue preso no Presídio Estadual de Candelária. O caso segue em tramitação e aguarda julgamento pelo tribunal do júri.

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