PLANTÃO DE POLÍCIA
Durante semanas, a rotina de algumas mulheres de Cachoeira do Sul foi interrompida por situações de medo e desconforto. Caminhadas e corridas, momentos antes reservados ao bem-estar, tornaram-se episódios de tensão. O motivo: um homem que as abordava de forma insistente, sempre ao volante de um carro preto.
A investigação conduzida pelo delegado João Gabriel Parmeggiani Pes confirmou o padrão das denúncias e apontou o mesmo suspeito em quase todos os relatos — um empresário de 55 anos. Após reunir depoimentos e provas, o delegado decidiu pelo indiciamento do homem pelos crimes de perseguição e violência psicológica contra a mulher, ambos previstos com pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa.
Em entrevista ao programa Conexão 99 – da Rádio Vale FM 99.1 -, na noite desta quinta-feira (23), o delegado explanou sobre o caso:
Dez vítimas foram ouvidas no inquérito. Nove delas reconheceram o empresário como o autor das abordagens. Segundo os relatos, ele se aproximava com o pretexto de pedir informações sobre endereços, mas logo passava a fazer elogios e comentários de teor sexual. Mesmo quando as mulheres tentavam encerrar a conversa, o homem insistia, seguindo-as por alguns metros e tentando retomar o contato.
O investigado preferiu não falar à Polícia Civil e informou que se manifestará apenas em juízo. Ele já possui registros anteriores relacionados à posse de arma de fogo e a uma ocorrência de lesão corporal no trânsito. Por ora, responde ao processo em liberdade. O caso segue agora para análise do Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia ao Judiciário ou se pedirá à Polícia Civil novas diligências para produção de mais provas.
No entender o delegado João Gabriel, o inquérito possui provas suficientes para que o suspeito seja responsabilizado. O nome dele é mantido em sigilo.
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