
Menos de um quilômetro. Este é o tamanho do trecho da Avenida dos Imigrantes, na zona norte de Cachoeira do Sul, que se transformou em um verdadeiro risco à vida. Entre o entroncamento com a estrada do Passo do Moura e o Trevo do Horbach, o que parece ser uma distância curta é, na prática, um percurso de medo, onde motoristas, pedestres e ciclistas enfrentam diariamente a escuridão total.
A via, que serve como um “braço” da BR-153, tem fluxo intenso de veículos pesados — caminhões, bitrens e ônibus — o que torna a falta de iluminação um perigo constante. À noite, o trecho se converte em um ponto cego, em que qualquer descuido pode ser fatal. Nesta semana, um ciclista foi atropelado justamente em razão da escuridão, um alerta doloroso sobre a urgência de uma solução.
O problema, entretanto, parece se arrastar em meio à indefinição de responsabilidades. Por estar sob jurisdição federal, caberia ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tomar providências quanto à manutenção e segurança da pista. No entanto, por tratar-se de um trecho urbano, a Prefeitura também poderia agir, ao menos na instalação e manutenção da iluminação pública. Enquanto isso, o impasse persiste — e quem sofre é a população.
Não se trata apenas de um desconforto, mas de uma questão de segurança e de respeito à vida. Não há justificativa plausível para que uma via tão movimentada siga às escuras, expondo diariamente dezenas de pessoas ao risco de acidentes.
É preciso que o Dnit e o Município dialoguem e encontrem uma solução conjunta e imediata. A comunidade que trafega por ali não pode continuar sendo refém da omissão e da falta de ação. Cada noite sem luz é mais uma noite em que vidas estão em jogo. E a iluminação pública, nesse caso, é mais do que um serviço básico — é uma urgência.