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Professores exigem reposição de 28,75% e entram em estado de greve

 

 

Assembleia determinou os rumos de mobilização da categoria. Fotos: Cpers

 

Cerca de 4 mil professores aprovaram em assembleia geral, nesta sexta-feira (12), na Casa do Gaúcho no Parque Harmonia, em Porto Alegre, a pauta de reivindicações da categoria. Reposição emergencial das perdas inflacionárias dos últimos quatro anos, pagamento em dia e realização de concursos públicos para professores(as) e funcionários(as) estão entre as exigências.  De Cachoeira do Sul, participou uma representação do IV Núcleo do Cpers.

Também foi deliberado que a categoria entra, a partir desta sexta-feira (12), em estado de greve, o que significa que os professores ficam em alerta para aderir a novas mobilizações, paralisações ou decretar greve, se assim a base decidir, em uma nova assembleia.

Segundo o Cpers, a situação de miserabilidade dos professores e funcionários de escola foi um dos pontos fortes do debate. Os educadores amargam 40 meses de salários atrasados e parcelados impedindo que possam arcar com as despesas básicas de suas famílias. “Muitos dependem da ajuda da família e de amigos para poder colocar comida na mesa para os filhos. Falta inclusive para a passagem de ônibus para irem trabalhar”, disse a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

A categoria já contabiliza quatro anos sem reajuste ou reposição da inflação e congelamento das progressões de carreira. Professores e funcionários de escola que não recebem o completivo já perderam mais de ¼ do poder de compra em quatro anos. “Estamos pedindo uma recomposição do salário e os 28,78% é para termos as mesmas condições de compra que nós tínhamos em novembro de 2014. Não é reajuste. Depois, sim, nós queremos discutir com o governo reajuste salarial”, observou a presidente do Cpers.

Confira a pauta de reivindicações aprovada:

1-Pauta de reivindicações da categoria aprovada na assembleia geral e entregue ao governo: reposição salarial emergencial 28,78% e concurso público para professores e funcionários;

2-Estado de greve da categoria, no sentido de construção da greve geral;

3-Comitês contra a Reforma da Previdência em todos os municípios, com retomada da articulação com as forças políticas para ampliação do debate e movimento de resistência contra a Reforma da Previdência (abaixo-assinado, plenárias, audiências públicas, aulas públicas, uso da cartilha, spots nas rádios e som de rua, passeata luminosa, dentre outras);

4-Semana da Educação aprovada no CNE – CNTE, de 22 a 29 de abril:

  • Pressão sobre os vereadores e prefeitos dos municípios, para que cobrem posição contrária à Reforma da Previdência;
  • Arrastão no entorno da Escola, dialogando com a comunidade a respeito dos ataques à seguridade social, articulando esta ação com o movimento estudantil;
  • Banca nas praças (cartilha, panfletagem e abaixo-assinado), dialogando sobre as questões concretas da Reforma da Previdência que atingem o povo;
  • Exposição de varal de contracheques em frente às escolas e praças, com gráficos comparativos de salários de outras categorias;
  • Dia 24/04 (4ª feira) – Ato Público Estadual em Defesa do IPE, em Porto Alegre. Paralisação e Mobilização Nacional contra a Reforma da Previdência, Rumo à Greve Geral, com denúncias de situações vivenciadas na base da categoria que refletem o desmonte do IPE Saúde.

5-Participação nas atividades chamadas pelas centrais sindicais em 1º de Maio – Dia do Trabalhador nas regiões onde tiverem organização e, os demais, participam em Porto Alegre;

6-Dia 15/05 – Data indicativa para as centrais sindicais realizarem a greve geral da Classe Trabalhadora. Na eventualidade das centrais sindicais não convocarem teremos, então, a Greve Nacional da Educação;

7-X Congresso Estadual do Cpers/Sindicato, dias 06, 07 e 08 de setembro, em Bento Gonçalves/RS.

8-As datas do “Dia D” devem ser destinadas para as pautas de reivindicações da categoria, sem legitimar a proposta do governo.

9-Escolher um dia posterior ao não recebimento do salário para realizar períodos reduzidos nas escolas e realizar aulas públicas em eixos temáticos demandados pela categoria em preparação à greve geral.

10-Moção de repúdio pelo assédio aos(às) colegas contratados(as)/convocados(as) que são submetidos ao contrato e convocação por tempo determinado não recebendo pelos meses de janeiro e fevereiro.

11-Atos unificados e sincronizados na frente das CREs que serão orientados pela direção central.

12-Elaboração de um material sobre as conquistas de direitos da categoria ao longo dos anos.

13-Campanha a favor do Plebiscito “Pela Defesa do Direito do Cidadão Gaúcho em Decidir sobre a Privatização das Empresas Estatais do Rio Grande do Sul”;

14-Paralisação no dia posterior ao não recebimento do salário.

Fonte: Cpers/Sindicato

Cachoeirenses presentes nos atos do Cpers em Porto Alegre
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