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Cachoeira do Sul
sexta-feira, 7 agosto, 2020 - 07:02
Cachoeira do Sul e Região em tempo real

Episódio #8 – Série Especial Cachoeira do Sul – 200 anos

João Neves da Fontoura, o nome do Palácio Legislativo

João Neves da Fontoura teve sua gestão marcada pelo desenvolvimento urbano / Crédito: Arquivo

De 1820 a 1865, o Poder Legislativo Municipal funcionou em vários locais, casas particulares, alugadas pelo Governo Municipal. Em agosto de 1865, foi entregue à Câmara, o Paço Municipal, prédio em estilo colonial português, com características neoclássicas, que foi sede do Poder Legislativo Municipal até 1982.

A partir de 30 de janeiro de 1983, a Câmara Municipal passou a ocupar o prédio em estilo neoclássico, inaugurado em 1927, para ser sede do Banco da Província. O prédio teve seu espaço interno adaptado às novas funções e, por Resolução n º 16, de 21 de junho de 1983, passou a denominar-se Palácio Legislativo João Neves da Fontoura.

O prédio onde atualmente funciona a Câmara Municipal recebeu o nome de Palácio Legislativo João Neves da Fontoura em homenagem ao ilustre cachoeirense que projetou Cachoeira do Sul em nível estadual e nacional. João Neves nasceu em 16 de novembro de 1887, filho de Isidoro Neves da Fontoura e Adalgysa Franco de Godoy. Casou-se em 16 de novembro de 1912, com Iracema Barcelos de Araújo e teve três filhos: Isidoro, Clara Lízia e Maria Helena.

Formou-se em Direito em 1909 e, a partir de 1910, durante 17 anos, fixou residência no Município, onde manteve seu escritório de advocacia e exerceu alguns cargos públicos municipais: secretário municipal, vice-intendente e intendente municipal.

João Neves da Fontoura teve sólida formação secundária e acadêmica, tendo concluído o curso de Direito com apenas 21 anos. Um dos mais ilustres políticos cachoeirenses conviveu com personalidades grandiosas de seu tempo: Borges de Medeiros e Getúlio Vargas, por exemplo. O primeiro o encaminhou para a política, que já estava no seu sangue em função do pai, incentivando-o a assumir a administração municipal quando o Intendente Francisco Gama, doente, não podia mais encarregar-se de suas funções.

Na condição de vice-intendente, comandou Cachoeira de 1925 a 1928. O período teve sua marca no desenvolvimento urbanístico. Já com Vargas, de quem foi vice no governo do Estado, teve rupturas e aproximações ao longo de suas trajetórias políticas.

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