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segunda-feira, 3 agosto, 2020 - 09:29
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Reunião com prefeito: “O senhor vai pagar nossos boletos?”, questiona movimento de empresários

Foto: Reprodução

O empresário Cláudio Oliveira, proprietário da Casa da Hidráulica, iniciou um movimento que passou a reunir cada vez mais empreendedores cachoeirenses em torno de um mesmo objetivo: salvar a economia local e evitar desde demissões no comércio até aumento nos índices de criminalidade com o avanço da situação que pode ser provocada com a paralisação do setor em função das medidas adotadas pela Prefeitura contra a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19). Após acompanhar o vídeo divulgado pelo prefeito de Cachoeira do Sul, Sérgio Ghignatti, nesta quarta-feira (25), reafirmando a manutenção do isolamento social e maior parte do comércio fechado, Oliveira decidiu também gravar uma mensagem, mas destinado ao chefe do Executivo Municipal.

Segundo o comerciante detalha, seu negócio conta com 12 funcionários que dependem de seus empregos para o sustento próprio e de suas famílias. “Como fica a partir da semana que vem, terminando dinheiro? O senhor vai pagar os boletos para nós? Vai trazer o alimento para nossas famílias? Para nossos filhos?”, questiona o empresário.

Oliveira ainda destaca duvidar que a situação terá sequência nos próximos dias. “Não acredito que vamos ficar dentro de casa esperando a fome chegar. Ou voltamos a trabalhar para produzir e podermos ganhar e pagar os impostos em dia ou vai querer que as famílias saiam para saquear, roubar ou até mesmo matar?”, alerta o comerciante cachoeirense. “Precisamos pensar juntos para chegar numa solução. Quem tem risco, tem que se proteger. Mas temos que trabalhar”, acrescenta.

Movimento

De acordo com o empresário, um grupo formado por cerca de 20 comerciantes já iniciou um movimento que busca debater soluções com o prefeito. Uma reunião já está agendada para sexta-feira (27), às 8h30. Cinco representantes do grupo devem participar do encontro com Ghignatti.

Confira o vídeo divulgado pela Prefeitura com a mensagem de Ghignatti:

CACISC

A Câmara de Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc) encaminhou ofício via e-mail para o Gabinete do Prefeito, solicitando que a Prefeitura suspenda cobrança de taxas e impostos municipais desde a vigência dos decretos que determinam o fechamento de comércio e diversos outros setores econômicos, pelo prazo de até 60 dias após a vigência dos mesmos.

Foto: Cacisc

Confira:

“A Requerente tem como objetivo a defesa dos interesses da classe empresarial e de seus associados, dentre os quais estão entidades representativas dos segmentos do agronegócio, comércio, indústria e serviços, inclusive construção civil, olarias e setor mobiliário, situadas no Município.

Assim, tendo em vista os Decretos nº 17/2020 e 18/2020, que determinaram a proibição de todas as atividades comerciais, serviços privados não essenciais e indústrias em geral, inclusive da construção civil e seus serviços relacionados, faz-se necessária adoção de medidas para amenizar os impactos econômicos e financeiros que poderão deles decorrer.

Inegavelmente, o momento é de priorizar de forma absoluta a segurança e saúde da população, dado o estado de calamidade declarado nas esferas federal e estadual. Entretanto, o esforço coletivo é necessário para que, passada a quarentena, as empresas possam seguir com suas atividades e postos de trabalho, assegurando a manutenção dos empregos e a geração de impostos.

Tais medidas mostram-se ainda mais urgentes na medida em que, nesse momento, ainda não se tem como prever de forma segura, quando, efetivamente, as atividades empresariais poderão ser retomadas.

Feitas tais considerações, a Requerente entende necessária a imediata suspensão da cobrança de todas as taxas e impostos municipais com vencimento desde a data de publicação dos Decretos até 60 (sessenta) dias após o término do período de sua vigência, inclusive dos parcelamentos e daqueles tributos que integram o Simples Nacional, a teor da Resolução 152 do Comitê Gestor do Simples Nacional, publicada no Diário Oficial da União do dia 18 de março de 2020, e, ainda, da exigência dos alvarás sanitários.

Assim, requer a Vossa Excelência o deferimento aqui postulado, a fim de que seja suspensa a exigibilidade de todos os tributos municipais com vencimento desde a data de publicação dos Decretos, inclusive parcelamentos, aqueles integrantes do Simples Nacional e alvarás sanitários, por no mínimo 60 (sessenta) dias do término de vigência dos mesmos, das empresas cujos segmentos representa”.

O documento é assinado pelo presidente da entidade, Fábio Renato da Silva, que não recebeu confirmação de recebimento até a noite desta quarta-feira (25).

Foto: Cacisc
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