6.8 C
Cachoeira do Sul
quarta-feira, 3 junho, 2020 - 05:37
Cachoeira do Sul e Região em tempo real

DENÚNCIA SUGERE ESQUEMA DE “FURA-FILA” NA SAÚDE

Foto: OC/Reprodução

Durante a sessão da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul, Luis Paixão (Progressistas) trouxe um caso que já foi remetido para a Ouvidoria da Prefeitura. Segundo a denúncia, uma Spin 07 “está sumida” da secretaria municipal da Saúde desde janeiro. O veículo estaria desmanchado “em conserto” e em “uso indevido por indicação de vereadores em troca de favores”.

A informação – protocolada no dia 3 deste mês – ainda destaca as vantagens indevidas ofertadas pelo suposto esquema. “Enquanto os doentes ficam na fila, os carros são usados para uso particular de terceiros”, destaca outra parte da denúncia enviada. Ainda de acordo com a denúncia, o motorista estaria escondendo a situação, pois não seria um serviço pela Prefeitura. O vereador preferiu não citar o nome do servidor que foi notificado –  no dia 6 – e tem dez dias para apresentar sua versão, a partir da data da notificação.

O parlamentar progressista observou que a denúncia foi anônima. “Qual credibilidade? Seriam colegas se denunciando?”, questionou Paixão. “Espero que não tenha ocorrido má-fé. Se houve, vamos responsabilizar. Sendo dessa casa ou não”, completou o vereador, antecipando que fará pedido por mais informações.

Foto: OC/Reprodução

O vereador Marcelo Figueiró (MDB) comentou a denúncia. “É muito grave essa questão. Tem que ser avaliada. Ter alguém furando a fila para mandar gente para outra cidade e, principalmente, vindo dessa casa… Isso tem que ser explicado!”, disparou o emedebista.

Foto: OC/Reprodução

Já Itamar Luz (PSDB), revelou que foi visitado pelo servidor notificado. “Ele me disse que estaria de férias no dia em que foi efetuada essa denúncia. Vamos investigar”, acrescentou.

Foto: OC/Reprodução

Carlos Alberto (Progressistas) aproveitou para explanar sobre uma informação que recebeu de servidores da pasta da Saúde sobre dois micro-ônibus que fariam transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para Porto Alegre e foram vendidos em 2019. O serviço teria sido terceirizado com custo diário por viagem no valor de R$ 3 mil. “A alegação é que os motoristas não estariam qualificados”, completou Alberto.

A Prefeitura ainda não emitiu sua posição sobre a denúncia.

 

Advertisement