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quinta-feira, 9 julho, 2020 - 23:30
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Horários, abrangência e valores do rotativo são alvos de críticas

Foto: Ass. Com.

Na noite desta terça-feira (6), a Comissão de Serviços Públicos da Câmara de Vereadores realizou, no salão da Igreja São José, a primeira audiência pública sobre o projeto de lei 45/2019, que instituiu o estacionamento rotativo pago, denominado Área Azul, em Cachoeira do Sul. Essa foi a primeira de três audiências que serão realizadas para a discussão na matéria.

O encontro contou com a participação dos vereadores Gilmar Dutra (PRB), Luis Paixão (PP), Carlos Alberto (PP), Castelo (PSB), Marcelinho (PP), Valdocir Marques (PTB), Jeremias Madeira (PDT), Telda Assis (PT), Daniela Santos (PDT), Pedro Jarrão (PDT), Itamar Luz (PSDB) e Marcelo Figueiró (MDB) e dos secretários municipais de Obras, Isaías Machado, de Planejamento, Rosimeri Michels de Arreal, e de Interior, Paulão Trevisan.

Antes das manifestações da comunidade, a secretária de Planejamento explicou que a necessidade do projeto de estacionamento rotativo pago foi constato pela Prefeitura na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Cachoeira do Sul, que tramita no Legislativo.

O primeiro do público a se manifestar, o empresário Paulo Sanmartin, criticou a abrangência do projeto na questão do número de vias e horário. O PL contempla o sistema em 20 vias centrais e estabelece o período das 9 horas às 18 horas de segunda a sexta e das 9 horas às 13 horas no sábado. A tolerância em qualquer dia será de 10 minutos.

Na sequência, o bacharel em ciências contábeis Leandro de Moura criticou o valor das tarifas. Conforme previsto no PL, para permanência de 30 minutos será cobrado R$ 1, para uma hora R$ 2, para 90 minutos R$ 3, para duas horas R$ 4 (tempo máximo) e para diárias de tapume, bretes ou outros elementos que ocupem uma vaga e caçamba de entulho o valor de R$ 5. “A maioria das pessoas ganha menos de R$ 2 mil. Já não temos muito dinheiro circulando na cidade. Isso pode ser uma pá de cal para nosso comércio”, disse. Moura também criticou o regime de urgência que tramita o projeto. “Esse não é um problema de hoje, é de muito tempo. Não dá esperar?”.

Para o ex-secretário municipal de Governo e Planejamento do atual governo e presidente do PSD/Cachoeira do Sul, Luciano Lara, o rotativo é necessário para a cidade. “O nosso centro é um caos. Nossas ruas são estreitas”, frisou.

O secretário de Obras, Isaías Machado, respondendo a provocação de que haveria interesses ocultos, afirmou que o edital do processo licitatório é transparente. “Foi feito por uma equipe altamente técnica, composta por profissionais da UFSM”, disse. O chefe da Pasta de Obras também garantiu que todo dinheiro do rotativo que retornará para o Município será investido em mobilidade urbana.

Ao final, o presidente da Câmara de Vereadores reforçou as duas audiências que ainda serão realizadas sobre o assunto. “Eu, assim como muitos vereadores, não tenho opinião formada. Quero, primeiramente, ouvir a comunidade para depois decidir meu voto”, disse, convidando as pessoas a participar dos eventos.

Agenda

A próxima audiência pública será na segunda-feira (12), na Câmara de Vereadores (Rua Sete de Setembro, número 1078). O último debate será no dia 15, no Grêmio Náutico Tamandaré (Rua Júlio de Castilhos, número 254). Ambos os eventos terão início às 19h30.

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