11º dia de greve: secretário encaminha conclusão de dados; presidente do sindicato defende subsídios tarifários

Cachoeira do Sul, · --°C

Greve do transporte coletivo chega ao 11º dia em Cachoeira do Sul

O secretário municipal de Transporte e Mobilidade, Orion Ponsi, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cachoeira do Sul, Aníbal Machado, participaram do programa Vale Informação – da Rádio Vale FM 99.1 -, na manhã desta segunda-feira (16), atualizando a situação da greve no transporte coletivo urbano.

No decorrer das entrevistas, o titular da pasta sinalizou as tratativas envolvendo Prefeitura, sindicato e a empresa responsável pelo serviço (TNSG). De acordo com Ponsi, uma simulação tarifária para calcular o impacto do reajuste salarial no valor da passagem está em fase final. Conforme determinação judicial, o levantamento detalhado dos custos do sistema deve ser entregue até sexta-feira (20).

Já o presidente do sindicato defendeu a adoção de subsídios tarifários por parte da Prefeitura como forma de amenizar os efeitos do reajuste salarial sobre o valor pago pelos usuários. A proposta, segundo ele, seria uma alternativa para garantir a recomposição dos trabalhadores sem transferir integralmente o impacto financeiro à tarifa.

Confira:

Sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cachoeira do Sul e a Transportes Nossa Senhora das Graças, os motoristas seguem com 30% da frota em circulação, de acordo com decisão judicial.

A frota de ônibus continuará a circular somente nos horários de pico atendendo aos bairros da cidade. Das 6 horas às 8h30 das 11 horas às 14 horas e das 17 horas às 19 horas. Fora desses períodos, não há obrigatoriedade de operação.

A paralisação começou no dia 6. Os trabalhadores reivindicam recomposição salarial. Inicialmente, o pedido era de 10%, mas o sindicato já reduziu a proposta para 7% de reajuste, em uma tentativa de acordo.

A concessionária, que está em recuperação judicial, condiciona qualquer reajuste à autorização prévia da Prefeitura para eventual aumento da tarifa, o que tem travado as negociações.

Enquanto as negociações seguem em andamento, a paralisação continua afetando a rotina de moradores que dependem do transporte coletivo para deslocamentos diários, como trabalho, estudo e acesso a serviços essenciais.

Até o momento, não há definição sobre o encerramento da greve, e as discussões entre poder público, empresa e trabalhadores permanecem em curso.

A abertura de processo licitatório para o serviço também segue indefinida.

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